Bonecos nas prateleiras, desenhos pintados nas paredes do quarto, no canto, livros de histórias infantis cheios de fadas, fábulas etc. Tudo isso faz parte do mundo infantil, e neste mundo existe uma criança, criando o seu próprio mundo que cresce, ganha e começa a ganhar forma furtivamente. Nesse mundo, leis estão sendo regidas e convicções formuladas. Nesse processo, destaca-se, o encanto quase incondicional a esses elementos, gerando uma certa responsabilidade para quem produz esse universo.
Uma pesquisa publicada na revista Galileu, edição n° 170, de Setembro de 2005, realizada pela Universidade Católica de Pernambuco, mostrou que crianças que tiveram contato com contos de fadas e histórias infantis possuíam ganho na imaginação, na criatividade, e, ao ter contato com o mundo fantástico dos contos, aprenderam a relacionar diretamente o prazer à leitura de livros. O resultado mostra dados relevantes já que as causas são características imprescindíveis para a formação intelectual das crianças. Ainda no mesmo estudo, foi revelado que essas crianças gostam menos de brincar, assistir filmes e jogar games violentos. O estudo foi realizado com crianças de escolas com diferentes linhas pedagógicas, entre aqueles que não tiveram contato com contos na escola, 70% eram adeptos de jogos eletrônicos violentos, enquanto esse numero era de 30% nas escolas que adotavam os contos de fadas. Além disso, a pesquisa mostrou que as crianças que tiveram maior contato com os contos também criavam brincadeiras menos violentas.