28 de dezembro de 2011

Livro: Fadas no Divâ

 Fadas no Divâ é um extraordinário livro que trata da psicanálise existente nos contos de fadas. Escrito por  Diana Lichtenstein e Mário Corso o livro disseca os as historias apresentadas às nossas crianças, desde as mais classicas até as mais modernas, revelando seu conteúdo subjetivo de uma forma bastante ampla. Bem, abaixo segue um trecho do livro em que os escritores falam do conto O Patinho Feio.

 " O Patinho Feio

  A história do Patinho Feio é amplamente conhecida. Mas não impede que a recon-temos – em grandes pinceladas – tanto para alicerçar a análise que faremos quanto para retomar a história original, pois ela é muito difundida com passagens cortadas ou simplificadas.

19 de agosto de 2011

Roberto Freire: Pedagogia Libertária

Nas ditaduras, o poder é tomado pelas armas, pela fome e pela morte. O capitalismo se utiliza da democracia para chegar ao poder pela compra dos votos e pela corrupção da Justiça. De qualquer modo, sempre autoritarismo e violência na gênese do poder
  
   Mas a manutenção do poder de Estado nas ditaduras ou nas democracias capitalistas é garantida não mais diretamente pelas armas e pelo dinheiro. Vem sendo garantida pela família e pela escola, por meio da pedagogia autoritária, apoiada e estimulada pelo Estado autoritário.
   Wilhelm Reich dizia que "a família burguesa capitalista espelha e reproduz o Estado". O mesmo se pode dizer das escolas onde também se pratica a pedagogia autoritária. Educadas dessa maneira, as crianças e os jovens tornam-se obedientes e submissos aos pais, aos professores e ao Estado. 
   Em verdade, tanto a pedagogia doméstica quanto a escolar, quando autoritárias, visam reprimir nas crianças e nos jovens o sentimento e a necessidade da liberdade como condição fundamental da existência. Sem esse sentimento e sem essa necessidade, desaparecem nas pessoas o espírito crítico e o desejo de participação ativa na sociedade. São os dependentes. Desgraçadamente, a maioria.

Marc Augé: A ficcionalização da realidade

Um texto muito interessante do antropologo frances Marc Augé, no qual questiona o mundo "real". Será que estamos mesmo vivendo na realidade? Será que realidade é apenas o fato de não haver elementos mitologicos? Segue o texto:

................................................................................


A ficcionalização da realidade
Em alguns programas de televisão, a realidade transforma-se em ficção, desde
que seja explicado que esta ficção não é propriamente uma mentira, nem
propriamente uma invenção, ainda que a imagem continue sendo enganosa
Marc Augé

29 de julho de 2011

Da utilidade e da responsabilidade dos geradores de fantasias

    Bonecos nas prateleiras, desenhos pintados nas paredes do quarto, no canto, livros de histórias infantis cheios de fadas, fábulas etc. Tudo isso faz parte do mundo infantil, e neste mundo existe uma criança, criando o seu próprio mundo que cresce, ganha e começa a ganhar forma furtivamente. Nesse mundo, leis estão sendo regidas e convicções formuladas. Nesse processo, destaca-se, o encanto quase incondicional a esses elementos, gerando uma certa responsabilidade para quem produz esse universo.

Uma pesquisa publicada na revista Galileu, edição n° 170, de Setembro de 2005, realizada pela Universidade Católica de Pernambuco, mostrou que crianças que tiveram contato com contos de fadas e histórias infantis possuíam ganho na imaginação, na criatividade, e, ao ter contato com o mundo fantástico dos contos, aprenderam a relacionar diretamente o prazer à leitura de livros. O resultado mostra dados relevantes já que as causas são características imprescindíveis para a formação intelectual das crianças. Ainda no mesmo estudo, foi revelado que  essas crianças gostam menos de brincar, assistir filmes e jogar games violentos. O estudo foi realizado com crianças de escolas com diferentes linhas pedagógicas, entre aqueles que não tiveram contato com contos na escola, 70% eram adeptos de jogos eletrônicos violentos, enquanto esse numero era de 30% nas escolas que adotavam os contos de fadas. Além disso, a pesquisa mostrou  que as crianças que tiveram maior contato com os contos também criavam brincadeiras menos violentas.

26 de julho de 2011

Divulgação

Nessa primeira postagem queria dedica de imediato a colegas e amigos que de certa forma estão juntos nessa empreitada, são escritores e artistas que compartilham comigo algumas ideias.


Ilustradores:
Licinio Souza
Talles Henrique
Chairim


Escritores
Franco Junior 
Ronaldo Souza
Leandro reis
Falcon
Hanny
Rafael


Blogs
Artes Visuais